Povos italianos no Brasil: quais vieram? Veja a origem

Categoria(s): Cultura Italiana
05/11/26 19:51 - Atualizado a 7 horas

Os povos italianos no Brasil vieram principalmente do Vêneto, da Campânia, da Calábria, da Lombardia, de Abruzzi e Molise e da Toscana, e a maioria chegou entre 1870 e 1920, cerca de 1,5 milhão de pessoas, com destino a São Paulo e ao Sul do país.

Não existia uma Itália unificada até 1861, e por isso os imigrantes se identificavam muito com a região de origem. Os vênetos foram o maior grupo, com cerca de 30% do total.

Entender de onde vieram, onde se instalaram e o que deixaram ajuda quem pesquisa a árvore genealógica e a cidadania, e é justamente por isso que conhecer os povos italianos no Brasil é tão importante. Continue a leitura deste artigo no Cidadania Italiana BR e entenda todos os detalhes sobre o assunto.

Onde tem mais descendentes italianos no Brasil?

O estado com mais descendentes de italianos é São Paulo, que recebeu cerca de 70% dos imigrantes, e a Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul, também concentra muitos, além de Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais.

A embaixada da Itália estimou, em 2013, cerca de 30 milhões de descendentes de italianos no Brasil, o equivalente a cerca de 15% da população, e metade deles em São Paulo. Outras fontes citam de 25 a 35 milhões, e a conta varia conforme o critério.

Em São Paulo, estima-se de 12 a 15 milhões de descendentes no estado, segundo uma das fontes, e os bairros do Brás, da Mooca e do Bixiga ficaram conhecidos pela presença italiana. As fazendas de café do interior atraíram centenas de milhares de trabalhadores.

No Rio Grande do Sul, os vênetos se concentraram em cidades como Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Garibaldi. Entre 1875 e 1914, o estado recebeu cerca de 84 mil italianos, segundo uma das fontes.

Os dados por região de origem, entre 1876 e 1920, mostram o Vêneto com cerca de 365 mil emigrantes, a Campânia com 166 mil, a Calábria com 113 mil, a Lombardia com 106 mil, Abruzzi e Molise com 93 mil e a Toscana com 81 mil.

São Paulo recebeu cerca de 70% dos italianos que vieram ao Brasil, e o Sul concentrou os vênetos

Uma família de imigrantes italianos chega ao Brasil de navio, carregando malas e pertences, em uma cena histórica e realista que transmite esperança, expectativa e o início de uma nova vida

Qual é o sobrenome italiano mais comum no Brasil?

Não há um ranking oficial, mas Rossi, Ferrari, Bianchi e Martini estão entre os sobrenomes italianos mais citados no Brasil, principalmente em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná.

Rossi vem do latim russus, que indica cabelo ou barba ruiva, e é um dos mais espalhados na Itália. Martini deriva de Martinus, ligado a São Martinho, e é comum no Vêneto e na Lombardia.

No Brasil, alguns sobrenomes tiveram a grafia adaptada pelos cartórios, e há variações como Martins e Martino. Para pesquisar a origem da família, é importante conferir as diferentes formas de escrita.

Quais costumes italianos herdaram os brasileiros?

Os brasileiros herdaram dos italianos o almoço de domingo em família, as massas e a polenta, o vinho, as festas religiosas e comunitárias e o dialeto talian, falado no Sul.

A mesa farta, com macarrão, molhos e pães, se tornou parte da cultura nacional, e a pizza é um dos pratos mais populares do país. Em cidades como Caxias do Sul, festas ligadas à uva e ao vinho lembram a tradição vêneta.

O talian é a mistura dos dialetos do Vêneto com o português, falado em colônias do Sul, e foi reconhecido como referência cultural. Também permanecem a religiosidade católica, os gestos expressivos e o valor dado à família.

Os italianos também marcaram o trabalho e a vida urbana, com ofícios como a construção, a indústria, o comércio e a agricultura, e muitas associações de ajuda mútua. Essas heranças aparecem na culinária, na música e nos nomes de bairros e escolas.

O que motivou a imigração italiana no Brasil?

A imigração italiana foi motivada pela pobreza e pela crise no campo na Itália e pela necessidade de mão de obra no Brasil depois do fim da escravidão, com passagens subsidiadas e a promessa de terras.

Depois da unificação, em 1861, muitas famílias rurais enfrentavam fome, falta de terra, impostos altos e desemprego. Fazer a América era visto como uma chance de recomeçar.

No Brasil, a abolição da escravidão, em 1888, aumentou a demanda por trabalhadores nas fazendas de café, e o governo paulista subsidiou a viagem. No Sul, o governo imperial criou colônias agrícolas em terras devolutas.

O navio La Sofia, que chegou em 17 de fevereiro de 1874 com 388 vênetos ao Rio Grande do Sul, é considerado por algumas fontes o marco da imigração organizada. Outras fontes citam o Espírito Santo em 1874, e a data varia conforme o critério.

A década de 1890 teve o maior fluxo, com mais de 500 mil italianos, segundo uma das fontes. Em 1920, o número de italianos residentes passava de meio milhão, e depois diminuiu.

Para quem busca a cidadania italiana, entender essa história ajuda a achar certidões, listas de passageiros e registros de chegada. A pesquisa começa nos documentos do antepassado, como a certidão de nascimento italiana.

Diante de tudo isso, fica evidente que os povos italianos no Brasil vieram principalmente do Vêneto e do sul da Itália, motivados pela pobreza e pela demanda do café, e que sua herança está nos sobrenomes, na culinária e nos costumes de milhões de descendentes.

Continue acompanhando outros artigos do site e mantenha-se informado sobre imigração, cidadania e documentos de origem.

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